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Música e Educação: uma parceria que dá certo!

           Se fôssemos classificar os elementos que mais afetam emocionalmente o ser humano a Música, certamente, estaria nos primeiros lugares desse ranking.  
            A Música representa uma linguagem intelectual e emotiva que derruba qualquer barreira. É atemporal - transcende ideologias e o mundo tangível. Do ponto de vista pragmático, estimula nossa imaginação e fomenta nossas sinapses cerebrais. Do lado intuitivo, enobrece nossas vidas.
           Sua influência sobre nós é tão grande, seu poder sobre nossos sentidos é tão abrangente que é capaz de acelerar ou retardar nossa pressão sanguínea, regular ou desregular as batidas do nosso coração, relaxar ou irritar nossos nervos e influir até no ritmo de nossa respiração...
           Ouso dizer que a Música tem um significado tão poderoso que chega a afetar o caráter de alguém ou de uma sociedade... Através de suas notas a música renova dentro de cada pessoa pensamentos, emoções, movimentos... Aliás, tudo o que não entendemos quando é falado, musicalmente entendemos e vivenciamos de forma muito melhor...
            É quase impossível dizer quando a Música surgiu ou quando e como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair som, ritmo e melodias... Porém, há indícios de que desde a pré-história nossos antepassados produziam música, provavelmente, como consequência da observação dos sons da natureza: O rumor das ondas quebrando na praia... O ruído da tempestade se aproximando... A melodia do canto dos animais e, também, o encantamento com seu próprio canto, ao perceber sua própria voz, como a mais natural das produções musicais...
           Parece, todavia, que nessa época o homem ainda não dominava técnicas suficientes para fabricar instrumentos musicais (embora já usasse as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e/ou rituais religiosos). E é esse ritmo ou, essas manifestações como assobios, uivos, gritos que compõem a Música em seu estilo mais primitivo.
           A Música, portanto, está presente desde sempre possuindo expressões em todos os povos - sua prioridade absoluta sempre foi própria comunicação/interação humana.
           A origem da palavra Música é grega - musiké téchne – significa a arte das musas. As musas eram ninfas que ensinavam às pessoas as verdades dos deuses, semideuses e heróis, usando, como expressão, a poesia, a dança, o teatro e o canto. Todas estas manifestações artísticas eram acompanhadas por sons. Portanto, a definição mais exata para a Música é de "arte de ensinar".
           A Música é um sentimento eclético porque as pessoas sentem a música de modo diferenciado. O que é música para uns, não passa de uma confusão de ruídos para outros.
           Segundo o ‘Aurélio’ é “uma sucessão de sons, entremeados por curtos períodos de silêncio, organizada ao longo de um determinado tempo”. Na verdade, é uma combinação de elementos sonoros que são percebidos pela audição. Isso inclui variações do som, tais como duração, altura, intensidade e timbre que podem ocorrer em diferentes ritmos, melodias ou harmonias.
            O certo é que a música nos proporciona momentos de grande iluminação! A experiência musical nos aproxima dos princípios estéticos de transcendência e sublimidade... Ela nos dá a sensibilidade de entender e olhar para dentro de conceitos tão grandes e misteriosos, como o amor, compaixão, generosidade e os eleva ao êxtase e ao sublime! (Não vamos nos esquecer de que o inverso também é verdadeiro...).
           Sendo uma influência tão poderosa por que a Música anda tão distanciada da educação?
           A teoria de que a Música é uma importante aliada educacional - além de ser um estímulo para o aprendizado - já está comprovada. Foi constatado, também, que ela não serve apenas para acalmar e disciplinar turmas desatentas e desobedientes, mas serve ainda para diversas áreas do cérebro, facilitando o aprendizado dos alunos. Isto se dá porque a música atua nos dois hemisférios cerebrais. O lado esquerdo que é mais lógico e sequencial, e o direito que é holístico, intuitivo e criativo. No processo musical os dois lados são igualmente trabalhados.
          Pesquisas da neurociência dos últimos 10 anos confirmam que a Música é um dos estímulos mais potentes para os circuitos do cérebro. Além de ajudar no raciocínio lógico-matemático contribui e a para a compreensão da linguagem, para o desenvolvimento da comunicação, para a percepção de sons sutis e para o aprimoramento de várias outras habilidades: introduz o sentido de parceria e cooperação, auxilia o desenvolvimento motor e trabalha com a sincronia de movimentos.
           Na verdade ao entrar em contato com a Música, zonas importantes do corpo físico e psíquico são acionadas - os sentidos, as emoções e a própria mente. Por meio da música, o aluno expressa emoções que não consegue expressar com palavras.
           Portanto, casar a musicalidade com a educação é possível e necessário - além de ser relativamente simples. Para isso, não é necessário ter grandes conhecimentos musicais porque não é preciso utilizar, necessariamente, instrumentos. Dá pra abusar da voz, da dança básica e até mesmo de um movimento individual criado na hora.
             É urgente inserir a música no dia a dia da escola e/ou da vida da criança. E isto vai do simples incentivo ao estudo de canto e/ou instrumento musical à inserção da Música no planejamento escolar, com estratégias claras de trabalho.  
            Certamente um lar e/ou uma escola “cantante” terá pessoas mais felizes à sua volta.


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